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Nos últimos anos partes de vídeo mudaram a história do skate. Em um minuto ou mais, skatistas mostraram através de manobras que o esporte não tem limites.

Desde 2010 os X Games organizam o “Real Street”, uma competição de vídeos que mostra o esporte sob um outro ângulo. Afinal para filmar uma parte de vídeo o tempo funciona de uma forma bem diferente de uma linha de campeonato. Os lugares são importantes. Uma manobra fácil em um pico difícil pode ser tão importante quanto uma manobra difícil em um pico fácil.

O mais legal de tudo isso é que você escolherá o skatista que levará 50 mil dólares para casa. A votação será feita através do ESPN.com.br/EXPN. Este ano temos nomes conhecidos de vídeos e alguns nomes conhecidos dos campeonatos. Cada atleta irá produzir um vídeo de 60 segundos.

O primeiro vídeo entrará online no dia 5 de Junho aqui no ESPN.com.br.

Veja a lista dos skatistas que participarão dos X Games Real Street:

Silas Baxter-Neal

Nyjah Huston

Chad Tim Tim

Matt Bennett

Collin Provost

Aaron “Jaws” Homoki

Manny Santiago

Daryl Angel

Taylor Bingaman

Bobby Worrest

Cory Kennedy

Chris Haslam

Nick Merlino

Joey Pepper

Dan Murphy

Além da escolha do público, os X Games terão a escolha dos medalhistas. Esta votação é feita por um grupo de juízes e o medalha de ouro leva também 50 mil dólares.

por : Lucas V.

Judô

História da Judô, origem, ippon, wazzari, koka, yuko, luta, faixas, graduações, regras, tatame

 Judô: arte marcial de origem oriental

judô fotooriental

 judô é uma arte marcial esportiva. Foi criado no Japão, em 1882, pelo professor de Educação Física Jigoro Kano. Ao criar esta arte marcial, Kano tinha como objetivo criar uma técnica de defesa pessoal, além de desenvolver o físico, espírito e mente. Esta arte marcial chegou ao Brasil no ano de 1922, em pleno período daimigração japonesa.

As lutas de judô são praticadas num tatame de formato quadrado (de 14 a 16 metros de lado). Cada luta dura até 5 minutos. Vence quem conquistar o ippon primeiro. Se ao final da luta nenhum judoca conseguir o ippon, vence aquele que tiver mais vantagens.

Koka: menor pontuação do judô. Vale um quarto de ponto. Ocorre quando o adversário cai sentado. Quatro kokas não gera o final da luta, embora ele seja cumulativo.

jogo de taco

Pelo que pude apurar, todos os jogos envolvendo um tacos e uma bola, descenderiam de um jogo chamado “knattleik”, jogo este originário da Islândia. Nesse jogo, as bolas eram de couro e cheias de terra. Pela descrição encontrada no livro “Esportes e Mitos”, Ed. Atica, esse jogo lembraria o atual hóquei.

O “jogo de tacos” que conhecemos é obviamente derivado do “cricket” inglês. Não tenho idéia de sua origem no Brasil. Mas acredito que este jogo seja relativamente recente, na medida em que se eu o joguei na infância (tenho quarenta anos…) meu pai não o fez e sequer conhece suas regras, ao contrário do jogo de botões ou do jogo de “bafo”. Quem tiver algo a dizer sobre suas origem, por favor manifeste-se.

É um jogo extremamente envolvente, e causa um desgaste físico e uma queima de energia muito grande…

Necessita-se de uma bolinha de borracha (as de tênis são as ideais…) e um par de “tacos” de madeira. Estes podem ser feitos de bambu, ripas ou qualquer outra madeira resistente que se tenha a mão. Devem ter peso e tamanho compatíveis com o dos jogadores que irão utilizá-los. A partida ocorre entre duas duplas, que se revezam na posse do taco e da bola. Como somente quem tem a posse do taco pode marcar pontos, a equipe que está na posse da bola deve fazer tudo para “tomar” o taco.

A uma distância não muito grande, talvez uns 30 metros (essa distância pode variar conforme a composição das duplas, masculino/feminina. adulto/criança, crianças pequenas, etc), cada equipe marca no chão, com giz ou outro material, uma “cela”, que nada mais é que um círculo no chão. Sugiro o diâmetro aproximado de um metro. Dentro da “cela” fica a “casinha”, uma armação com três gravetos de madeira, ou uma lata de refrigerante, enfim, algo que possa ser derrubado.

Vamos ao jogo. Decide-se, por sorteio, qual dupla inicia com o taco. Este tem a função de defender a “casinha” da bola lançada pelos adversários. Ao mesmo tempo, acertando-se uma tacada, fazendo-se com que a bola corra para longe, pode-se tentar marcar um ponto. Para isso, a equipe dos tacos deve trocar de lugar, isto é, devem correr em direção a “cela” e a “casinha” opostos a que se encontram defendendo, e durante o percurso, bater um taco no outro.

Cada lançamento da bola, visando a “casinha” colocada no lado oposto, deve ser feito tomando-se por base a casinha mais próxima. Não se pode ultrapassa-la para se efetuar o lançamento. Feito este, o defensor da casinha visada pode tentar rebater a bola lançada, mas não é obrigado a faze-lo. Se não acertar, o jogador adversário que está atrás da casinha visada, passará a ter a posse da bola e fará o lançamento contra a casinha oposta.

O jogador que está com o taco, deve mantê-lo sempre dentro da cela, sob pena de ser “queimado” pela bolinha jogada pelo adversário e assim, entregar o taco.

Assim, “toma-se” o taco do adversário:

– derrubando-se a “casinha”, num lançamento;

– queimando-se o jogador que não estiver com o taco na “cela”;

– se ao tentar rebater uma bola, esta, após tocar o taco, for para trás da casinha protegida pelo jogador que tentou a rebatida. Neste caso a “entrega” do taco só ocorre se isto acontecer por três vezes;

-se após uma rebatida, um dos jogadores da dupla que está lançando a bola conseguir recupera-la ainda no ar, isto é, antes que ela toque o chão;

-finalmente, se um dos jogadores que está com o taco, derrubar a “casinha” que tem obrigação de defender.

Quando se acerta uma tacada, o jogador que lançou a bola pode tentar interceptar a trajetória da mesma, a fim de ficar mais perto da “cela” do adversário. É a única possibilidade de se fazer um lançamento a frente da “cela”. Neste caso, podem os jogadores defensores pedir “dois tacos”. Os atacantes podem pedir ” um taco”. Leva quem gritar primeiro… Nesse momento, os dois defensores “cruzam” os tacos a frente da casinha a ser defendida, mas não podem mover os tacos. Esta estratégia deve ser usada somente me lançamentos muito próximos… Obviamente, em caso de rebatida, os jogadores devem voltar às suas “celas” antes de iniciar a corrida para a marcação de pontos.

O jogo termina quando se atinge o número de pontos combinados (3, 5, 7, 10, etc…) sendo que no último ponto, os tacos devem ser colocados cruzados no meio do caminho entre as duas “celas”.

Lembrete: cuidado com as vidraças !

* meus apelos por colaborações já começaram a dar frutos. Recebi um e-mail do Dr. ÁLVARO PINTO DE ARRUDA, que afirma que jogou tacos em sua infância, na cidade de Bauru. Afirma ele que o jogo teria o nome de “betis”. Afirma por fim, que teria 60 anos, sendo, portanto, um pouco mais novo que meu pai. Fica a polemica “no ar”: quando o jogo de tacos começou a ser jogado? O debate está aberto…

* mais uma contribuição: Denisson Diniz, mineiro, afirmou que em 1965, quando um seu professor esteve na Rússia, o jogo de tacos já era jogado lá, com o nome de “benti altas”. Será que este jogo, que eu julgava brasileiríssimo é internacional?

*Outra contribuição. O garoto THIAGO SPADA DE OLIVEIRA, lembrou a forma de disputa dos tacos. Transcrevo seu e-mail:

 

 

História do Basebol

Nos Estados Unidos, em meados de 1700, os imigrantes ingleses pertencentes elite das cidades de Boston e Nova Iorque tinham o hábito de jogar cricket. Pouco tempo depois, ainda em Boston, uma versão mais simplificada do cricket conhecida como rounders passou a ser praticada, tornando-se popular entre os jovens da região.

Em 1750, o rounders era composto por 2 bases e o objetivo do jogo era rebater a bola lançada pelo arremessador longe o suficiente para que o rebatedor pudesse correr entre as bases; cada ida e volta bem sucedida entre elas correspondia a um ponto. A defesa, por sua vez, deveria pegar a bola e acertá-la no rebatedor, impedindo-o de marcar ponto.

Inúmeros praticantes foram surgindo e adaptações foram sendo realizadas. Surgia o townball. O novo desporto tinha o campo quadrado, geralmente com 4 bases, embora este número pudesse variar entre 2 e 5. O arremessador localizava-se a cerca de 11m de distância do rebatedor.

Os nova-iorquinos, aproveitando a moda de Boston, fixaram o número de bases em 4 e deram ao jogo o nome de “The New York Game”. Neste jogo, os times se alternavam entre ataque e defesa a cada out (rebatedor eliminado). A volta completa pelas 4 bases era chamada de ace e era vencedora a equipe que marcasse 21 aces.

Em 1845, Alexander Cartwright projectou o primeiro campo de baseball com formato de diamante. Um ano mais tarde, as equipes New York Nine e Knickerbocker Club estreavam o campo em formato de diamante na cidade de Hoboken, em New Jersey. Cada equipe contava com nove jogadores, aparentemente por nenhum motivo específico, a não ser pelo fato de os nova-iorquinos terem insistido neste número.

A chegada da Guerra Civil popularizou o “New York Game”, quando soldados do nordeste dos EUA foram vistos carregando seus equipamentos de jogo. Após a guerra, o desporto tornou-se tão popular que cada vilarejo tinha sua própria equipe.

A parir de 1800, o taco de cricket foi sendo substituído pelo taco arredondado, luvas almofadadas e equipamentos de segurança passaram a ser utilizados.

Em 1889, o basebol já era um esporte popular nos Estados Unidos. Outros dizem que o basebol procede do jogo inglês rounders; outros opinam que foi inventado em 1839 pelo norte-americano Abner Doubleday.

Diversas alterações nas regras do jogo foram realizadas até chegarmos no basebal atual, cheio de suspenso até o fim.

Enquanto seguiu as regras do rounders, os rebatedores eram os favorecidos no jogo porque escolhiam a bola que o arremessador deveria lançar. Ironicamente, após tantas mudanças, hoje são os arremessadores que detêm o controle sobre o jogo, comandando a partida ao lançar – a seu critério – bolas que dificultem a batida do rebatedor, responsabilizando-se pelo sucesso ou fracasso da sua equipe.

Wrigley field 720.jpg

praticado por duas equipes de nove jogadores, que alternadamente ocupam as posições de ataque e defesa. O objetivo é pontuar batendo com um bastão em uma bola lançada e depois correr pelas quatro bases do campo. Um jogador da equipe atacante pode parar em uma das bases e, depois, avançar com a ajuda da rebatida de um companheiro. Os times trocam de posição assim que três rebatedores são eliminados. Um turno de ataque e defesa de cada time representa uma entrada e nove entradas compõem um jogo profissional. O time com mais corridas no final vence.

É um desporto muito popular naAmérica do Norte, em alguns países da América Central, noCaribe hispanófono e noExtremo Oriente. Nos Estados Unidos a modalidade é a que atrai mais espectadores aos estádios. O basebol, apresentado a título de modalidade de demonstração em vários Jogos Olímpicos dispersos ao longo do tempo, foi incluído no programa oficial dos Jogos Olímpicos de Barcelona em 1992, sendo posteriormente removido a partir de Londres 2012.

Na América do Norte, a liga profissional é a Major League Baseball (MLB), e os times são divididos nas ligas Americana (AL) e Nacional (NL), cada uma com três divisões: Oeste, Leste e Central. O campeão da Major League é determinado pelos playoffs, culminando naWorld Series. O Basebol também é o esporte líder em Cuba e no Japão, e o nível profissional, assim como nos EUA, é muito equilibrado na Série Nacional de Beisebol, em Cuba, e Nippon Professional Baseball, no Japão

Salto em Distância

O desafio de saltar o maior comprimento possível acompanha a história do
atletismo desde a Grécia antiga. Inicialmente, a impulsão se dava a partir de uma
espécie de marca (bater) de pedras, sobre o solo plano (skumma), ou com ajuda de
pesos (halteres) que auxiliavam a melhorar os resultados no salto em distância
(Viana, 2007). No salto em distância há uma fase de aproximação seguida da fase
aérea, visando alcançar uma máxima distância. As provas de salto em distância têm
proporcionado grandes resultados para o Brasil e está em crescimento nas escolas
de primeiro e segundo graus, sendo freqüentemente exigida em competições
escolares. Crianças e adolescentes têm aspectos biológicos distintos quando
comparados a adultos, principalmente por estarem na fase de crescimento e
desenvolvimento de seus aspectos físicos, psicológicos e psicossocial. A prática de
atividade física além de melhorar a qualidade de vida atual, também tem o potencial
de influenciar comportamentos futuros. Este trabalho teve como finalidade
determinar qual a distância ideal de corrida que garante um melhor desempenho no
salto em distância em estudantes adolescentes, com o intuito de estabelecer um
parâmetro para o treinamento e contribuir para futuros estudos. A escassez de
estudos específicos nesta área e nesta faixa etária justificaram a realização deste
estudo.

bolicheboliche

Conta-se que um arqueólogo inglês encontrou numa tumba de uma criança egípcia, pinos e bolas que poderiam ser de um jogo, talvez até um tipo de Boliche primitivo.

Recentemente (maio de 2007), uma equipe de arqueólogos descobriu, após escavações realizadas na área de Kom Madim, província de Al Faiyum, a 100 km da capital do Egito, uma espécie de sala de um jogo bastante similar ao boliche. Essa sala não tem teto e o chão é coberto por blocos de granito. Neste local, cientistas italianos encontraram duas bolas de granito, utilizadas no jogo. Os arqueólogos afirmam que é a primeira vez que se descobre uma construção com essas características no Egito. O achado data da dinastia grega dos Ptolomeus (332 a.C. – 30 d.C.), conforme informações da Mena, agência egípcia de notícias. 

Outra lenda, um tanto macabra, conta que guerreiros de tribos antigas divertiam-se após as batalhas, usando os ossos das coxas de seus inimigos como alvo de crânios, que eram lançados colocando-se o polegar e outro dedo nas cavidades dos olhos.

No século XII surgiu na Inglaterra um jogo de Boliche na grama, que tinha por objetivo colocar a bola o mais perto possível do alvo porém sem derruba-lo. A popularidade desse jogo chegou ao ponto do Rei Eduardo proibir a sua prática, pois temia que ele superasse o Arco e Flecha, esporte que tinha maior importância militar.

Porém, a versão moderna do Boliche nasceu por volta do Século III ou IV na Alemanha. Nessa época tinha conotação religiosa e era jogado com 9 pinos colocados em forma de losango. Os fiéis jogavam pedras em direção à um bastão que carregavam para se protegerem (denominado “Kegel”). O “Kegel” representava o Céu, dessa forma quem conseguisse derrubá-lo, estaria se livrando dos pecados. Diz-se que Martinho Lutero gostava tanto desse jogo que mandou construir uma pista particular de Boliche em sua casa.

Foram encontradas várias referências ao esporte Boliche em toda a Idade Média na Alemanha. Até leis que limitavam as apostas em partidas de Boliche foram promulgadas em 1325. Um importante festival em Frankfurt tinha o Boliche como a principal atração.

A partir daí essa modalidade esportiva se espalhou pela Europa.

As primeiras regras do Boliche foram desenvolvidas na Holanda por volta de 1650. Convencionou-se a disposição dos nove pinos na pista em forma de diamante. Ainda hoje essa versão é disputada principalmente na Europa.

A versão com os 10 pinos (“ten-pin”) dispostos na forma triangular, é a que mais conhecemos e foi criada nos Estados Unidos no século XIX.

As regras atuais do “ten-pin bowling” foram criadas em 1875 com o surgimento da Associação Nacional de Boliche dos Estados Unidos (USBNA), porém ela durou pouco tempo, da mesma forma que a sua sucessora, a União Americana de Boliche Amador. Porém, essas duas entidades ajudaram a consolidar o esporte Boliche nos Estados Unidos e, mais ainda, a difundir essa modalidade de dez pinos para a Europa, no início do século XX.

Em 9 de setembro de 1895, foi organizado em New York o Congresso Americano de Boliche (ABC, American Bowling Congress), sediado em Milwaukee, com o objetivo de aplicar medidas corretivas contra os excessos de jogatina e aperfeiçoar ainda mais as regras. O equipamento de Boliche foi então totalmente padronizado para que os jogadores de todo o mundo pudessem competir em igualdades de condições.

Seis nações, a Dinamarca, a Finlândia, a Alemanha, a Holanda, a Noruega e os Estados Unidos fundaram, em 1926, a Associação Internacional de Boliche.

 A entidade máxima desse esporte é a FIQ (Federation Internationale de Quilleurs), que foi fundada em 1952 e atualmente está sediada em Colorado Springs, nos Estados Unidos.

Além do ABC existem outros órgãos importantes no Boliche dos Estados Unidos, tais como oWIBC (The Women’s International Bowling Congress) fundado em 1916; a YABA (Young American Bowling Alliance) fundada em 1982 e a PBA (The Professional Bowlers Association) fundada 1958.

Hoje existem mais de 65 milhões de praticantes somente nos Estados Unidos, onde as premiações chegam aos milhares de dólares, tanto para os profissionais como para os amadores.

No mundo, atualmente, existem cerca de 250.000 pistas de Boliche e mais de 100 milhões de praticantes em mais de 90 países e 10 milhões de competidores.

Nos jogos olímpicos o Boliche teve apenas uma única participação em 1988, na condição de esporte exibição, realizados em Seul, capital da Coréia do Sul.

Nos Jogos Pan-Americanos o Boliche faz parte do calendários desde 1991, quando foram realizados em Havana, Cuba.

Em São Paulo, onde está a maioria dos Boliches brasileiros, houve um período (1963/69) no qual existiam na cidade 96 Boliches que, infelizmente, não conseguiram manter as atividades por muito tempo, em virtude da má qualidade de suas pistas e bolas.

PINBOY

Nessa época muitos nomes conhecidos foram proprietários de Boliche, tais como: Elis Regina, Roberto Carlos, alguns jogadores de futebol, entre outros.

Desses todos o último a fechar foi o Gran Boliche, localizado na Avenida Santo Amaro onde os pinos derrubados ainda eram recolocados na posição por pessoas apelidadas “pinboys” (foto à esquerda).

Em 1996 o fechamento desta casa encerrou essa fase do Boliche paulistano, embora esse sistema de “pin-boy” ainda sobreviva em algumas cidades do interior.

Em 1982 instalou-se o primeiro Boliche oficial automático no Brasil, montado pelo Playcenter no Morumbi Shopping, o Morumbi Bowling Show, que deu início à uma nova fase para esse esporte. Porém hoje esse boliche não existe mais.

Tanto na capital como no interior também existem Boliches com levantadores de corda (Sistema Europeu) que possuem um grande número de praticantes.

 

Hoje  a ESPN fez o pronunciamento que o Brasil será um dos 5 países escolhidos para ser sede dos Global X Games.

Mais de 50 cidades ao redor do mundo concorreram para sediar este grande evento esportivo. A estruturas dos Global X Games serão as mesmas dos X Games Los Angeles onde há 18 anos os esportistas de todas as categorias dão o suor, o sangue e a vida para que a cada evento o nível de manobras sejam ultrapassados e assim continuar trazendo evolução e respeito para os esportes de ação.

Para minha felicidade fui competir no Campeonato Internacional de Mini Ramp em foz do Iguaçu, evento este que lançava a candidatura de Foz para sediar os Global X Games.

Neste evento tive a honra de fazer a fotografia que esta sendo usada na divulgação do evento. Esta fotografia para mim mostra a união do homem com a natureza ao mesmo tempo que mostra como o homem é pequeno em relação a ela. Mas também mostra como é bonito a união harmônica do homem e a natureza em um só plano. 

Na ocasião destas fotos o campeonato já havia acabado e todos os skatistas estavam no ônibus para ir embora. Todos tinham que ir juntos pois carros particulares não podiam circular por dentro do parque Nacional de Foz do Iguaçu.

Na subida para o ônibus me encontrei com meus camaradas Masterson Magrao, o argentino Jorge Ladas, o inglês Trevor Jhonson e o chileno Spiro Razis e nossa vontade era uma só: Eternizar aquele momento mágico de andar de skate ao lado das Cataratas do Iguaçu!!!!!

Em dez minutos fizemos toda a sessão de fotos como se fosse a última das nossas vidas. Entre um click e outro recebíamos algumas intimações da galera que estava dentro do ônibus dizendo que ficaríamos no parque.

Dentro do ônibus o Spiro chegou e me disse que ele tinha vindo ao campeonato somente para voltar para casa com uma foto ao lado das Cataratas.

Acredito que esta vontade dele ultrapassou os limites terrenos e com esta energia do pensamento conseguiu eternizar o momento e ao mesmo tempo dividir com todo o mundo o que serão os Global X Games no Brasil junto com o poder da natureza.

No final tudo deu certo!

 

O Chileno Spiro Razis durante o Campeonato Internacional de Mini Ramp em Foz do Iguaçu.

O Chileno Spiro Razis durante o Campeonato Internacional de Mini Ramp em Foz do Iguaçu.Crédito da imagem: Otavio Neto

Masterson MAgrão foi ligeiro e conseguiu com esta foto segurar o ultimo onibus para a cidade

Masterson Magrão foi ligeiro e conseguiu com esta foto segurar o último ônibus para a cidadeCrédito da imagem: Otavio Neto

O amigo ingles, Travor Jhonson f/s melon.

O amigo inglês, Travor Jhonson f/s melon.Crédito da imagem: Otavio Neto

O argentino Jorge ladas veio para o Brasil de b/s air, ao fundo Cataratas Argentinas.

O argentino Jorge Ladas veio para o Brasil de b/s air, ao fundo Cataratas Argentinas.Crédito da imagem: Otavio Neto
por: Lucas V. 

Origem Do Pebolim

A história do pebolim

Há controvérsias sobre a história do pebolim. Uns dizem que a origem é espanhola enquanto outros afirmam que foi um alemão quem inventou o esporte.

A versão espanhola sustenta que o “pai” do pebolim foi Alejandro Campos Ramirez e que o esporte surgiu em 1936, em meio à Guerra Civil Espanhola.  Aos 18 anos e após ser ferido por uma bomba, Alejandro foi internado em um hospital na cidade de Montserrat.  Nesse hospital havia muitos feridos de guerra e crianças que Mesa de Pebolim do Brasil

Mesa utilizada nos torneios oficiais do Brasil

Alejandro era louco por futebol tênis de mesa e resolveu unir os dois esportes .  Dessa maneira ele criou o “futebol de mesa” e  no Natal daquele ano presentou as crianças internadas no hospital com a primeira mesa de pebolim. Mais tarde Alejandro adotou o sobrenome Finisterre “roubado” da cidade onde nasceu.

Já os alemães sustentam que Broto Wachter é o inventor do pebolim – Wachter teria comercializado a primeira mesa de pebolim em 1930. Na mesa de Wachter tudo era de madeira – as barras, a bola e os jogadores que não eram bonecos e sim pequenos retângulos.

Brasil x Holanda

 

No Brasil o esporte chegou por volta da década de 1950 trazido por imigrantes espanhois.  A primeira organização oficial no Brasil, porém, é muito recente e foi criada em 2007 – ABP (Associação Brasileira de Pebolim).

Em 2008 foram organizados os primeiros campeonatos estaduais e o primeiro campeonato brasileiro. Ainda em 2008 o Brasil filiou-se à ITSF(Federação Internacional de Futebol de Mesa). Em 2009, oito competidores brasileiros disputaram a Copa do Mundo de Pebolim, realizada em Nantes, na França.

Time do Brasil

 

Para nós, não importa muito se foi o espanhol ou o alemão o responsável pela criação do pebolim. O que vale é que o esporte foi muito bem aceito pelos brasileiros além de ter evoluído bastante nessas últimas décadas. Atualmente, as mesas mais “poderosas” têm jogadores de plástico,  barras de titânio e placar eletrônico.

 

 

História do Handebol no Brasil

O Handebol surgiu no Brasil Após a I Grande Guerra Mundial, uma vez que um grande número de imigrantes alemães vieram para o Brasil estabelecendo-se na região sul por conta das semelhanças climáticas.

Dessa forma os brasileiros passaram a ter um maior contato com a cultura, tradição folclórica e por extensão as atividades recreativas e desportivas por eles praticadas, dentre os quais o então Handebol de Campo. Foi em São Paulo que ele teve seu maior desenvolvimento, principalmente quando em 26 de fevereiro de 1940 foi fundada a Federação Paulista de Handebol, tendo como seu 1 ° Presidenta Otto Schemelling.

O Handebol de Salão somente foi oficializado em 1954 quando a Federação Paulista de Handebol instituiu o I Torneio Aberto de Handebol que foi jogado em campo improvisado ao lado do campo de futebol do Esporte Clube Pinheiros, campo esse demarcado com cal (40x20m e balizas com caibros de madeira 3x2m).

Este Handebol praticado com 7 jogadores e em um espaço menor agradou de tal maneira que a Confederação Brasileira de Desportos – CBD órgão que congregava os Desportos Amadores a nível nacional, criou um departamento de Handebol possibilitando assim a organização de torneios e campeonatos brasileiros nas várias categorias masculina e feminina.

Contudo, a grande difusão do Handebol em todos os Estados adveio com a sua inclusão nos III Jogos Estudantis Brasileiros realizado em Belo Horizonte-MG em julho de 1971 como também nos Jogos Universitários Brasileiros realizado em Fortaleza-CE em julho de 1972. Como ilustração, nos JEB’s/72 o Handebol teve a participação de aproximadamente 10 equipes femininas e 12 masculinas, já em 1973 nos IV JEB’s em Maceió-AL tivemos cerca de 16 equipes femininas e 20 masculinas.

A atual Confederação Brasileira de Handebol – CBHb foi fundada em 1º de junho de 1979, tendo como primeira sede São Paulo e o primeiro Presidente foi o professor Jamil André.

Confederação Brasileira de Handebol

historia de fórmula

 

 

 

AutomobilismoColunasHistória| 8 de maio de 2012 – 21:39

COLUNA DE HOJE – NOSSO DOIDO FAVORITO

Insano, alucinado, doido, destemido, kamikaze. Mas, acima de tudo isso, um baita piloto. Assim era Gilles Villeneuve, cuja morte completa 30 anos hoje, num terrível acidente durante o treino de classificação para o GP da Bélgica, em Zolder. O canadense teve uma passagem meteórica pela Fórmula 1, mas permanece até hoje vivo na memória dos fãs, ainda que tenha disputado apenas quatro temporadas completas na categoria. Sua passagem foi fugaz, mas apaixonante.

Gilles estreou na F1 em 1977, com um terceiro carro da McLaren, no GP da Inglaterra. Foi indicado por James Hunt, a quem havia batido em uma prova de F2 no ano anterior. Chamou a atenção com um nono lugar no grid e na corrida chegou a andar em 6º lugar, embora tenha terminado em 11º, fora da zona de pontos. No entanto, foi o suficiente para chamar a atenção de Enzo Ferrari. O comendador ligou para Villeneuve, que imediatamente abandonou seu acordo de disputar mais três corridas pela McLaren e passou a negociar com a equipe italiana, visando a temporada de 1978. Niki Lauda, então primeiro piloto e brigado com toda a equipe, conquistou o título mundial com duas corridas de antecedência e mandou avisar que não sentaria mais em nenhum dos carros vermelhos. Foi a oportunidade de Villeneuve, que estreou pela Ferrari naquele ano mesmo, no GP do Canadá. Ali nasceria uma parceria para toda a vida, literalmente.AnálisesColunasHistória| 1 de maio de 2012 – 17:33

COLUNA DE HOJE – O 11 DE SETEMBRO DA F1

Completam-se hoje 18 anos de um dos dias mais sombrios de toda a história da F1. Dado o ineditismo e a sequência de desastres que marcaram aquele final de semana em Imola, é possível traçar um paralelo com os atentados de 11 de setembro de 2001. Os dois eventos macabros que foram transmitidos ao vivo para todo o mundo marcaram a história de forma irremediável: a organização política do planeta nunca mais foi a mesma depois que os aviões sequestrados atingiram as torres do World Trade Center e o Pentágono, assim como a F1 nunca mais foi a mesma depois que Roland Ratzenberger e Ayrton Senna encontraram a morte junto aos muros do autódromo italiano.

Porém, diferentemente dos atentados terroristas aos Estados Unidos, no caso do GP de San Marino de 1994 não é possível apontar culpados. Na época falava-se muito no regulamento e até hoje há quem repita que “o regulamento deixou os carros instáveis”, “os pilotos tinham medo de guiar” ou que “a velocidade aumentou e a falta da eletrônica deixou os pilotos reféns de verdadeiras cadeiras-elétricas”. Uma imensa bobagem. De fato, a retirada das assistências aos pilotos em fins de 1993 (suspensão ativa, controle de tração e freios ABS) tornou mesmo os carros mais ariscos e o resultado foi uma temporada com mais acidentes. Porém, nenhuma das fatalidades de Imola se deveram a isso.

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AnálisesAutomobilismo | 23 de abril de 2012 – 12:16

A GRANDE PERDEDORA

O equilíbrio vem sendo a marca da temporada 2012 da Fórmula 1. As equipes estão tão próximas que as oscilações normais de performance entre um circuito e outro são suficientes para jogar um time da ponta para o segundo pelotão. Com isso, ainda não há uma hierarquia clara. McLaren, Ferrari, Mercedes e Red Bull ganharam as quatro primeiras provas do ano, mas tanto Lotus quanto Sauber também estiveram próximas da vitória. Com isso, fica claro que estamos em um campeonato de regularidade e que qualquer ponto pode fazer muita diferença no fim do ano.

E aí, colocando em perspectiva as primeiras provas do ano, fica claro que a grande perdedora deste primeiro quinto de campeonato foi a McLaren. De todos os times, foi o que mais vezes apareceu na frente e teve condições de vencer praticamente todas as corridas. Foram duas poles e três primeiras filas em quatro corridas, mas que se converteram em apenas uma vitória. Os motivos foram os mais diversos: bobagem de piloto, quebras e até erros absurdos nos pit stops, pouco comuns na história da McLaren. A sequência de pit stops terríveis com Hamilton no Bahrein foi inacreditável, assim como uma desastrosa troca de pneus tirou de Button qualquer chance de vitória na China. Ontem, em Sakhir, dois dos três piores pit stops da corrida foram da McLaren.

O tour oceânico-asiático da Fórmula 1 se encerrou com a Red Bull na frente entre os construtores e com Vettel na liderança entre os pilotos, quando a lógica diz que a McLaren é quem deveria estar chegando de volta à Europa com vantagem. Uma gigantesca oportunidade foi desperdiçada, mas isso não significa que a equipe seja carta fora do baralho. Hamilton é segundo no campeonato, Button é o quarto, todos eles muito próximos da ponta da tabela. Pilotos, dinheiro e estrutura ela tem. Um carro vencedor, também. Não deve é se deixar abater pelas chances perdidas e ser mais competente, como de hábito é.

AnálisesAutomobilismo| 22 de abril de 2012 – 19:05

FOI BEM

Depois das duas primeiras corridas do ano, a Ferrari tinha todos os motivos do mundo para dispensar Felipe Massa. O brasileiro, de fato, fez duas provas desastrosas, não foi nada competitivo, errava com muita facilidade e parecia ser um piloto inferior a seu carro, e olha que o carro da Ferrari é uma porcaria. Porém, depois dos GPs da China e do Bahrein, já não se pode dizer o mesmo. É claro que Felipe não fez nenhuma corridaça, não deu show, não fez nada de excepcional. Porém, foi correto e fez exatamente o que seu carro permitia fazer.

Hoje, em Sakhir, fez sua melhor prova na temporada. Largou muito bem, saltando de 14º para oitavo logo na primeira volta, ultrapassou Kimi Raikkonen na volta seguinte numa manobra de tirar o fôlego, foi competitivo o tempo todo. Andou na cola de Fernando Alonso e, principalmente no terceiro stint, era mais rápido do que ele graças aos pneus macios, enquanto o companheiro andava de médios. Não ultrapassou, talvez respeitando a hierarquia da equipe, mas mostrou que tinha condições de fazê-lo. Terminou a prova em nono, marcou os primeiros pontos, o que deve lhe trazer alguma paz dentro da equipe.

Diz-se que a Ferrari pretende utilizar Sergio Perez nos testes do próximo final de semana em Mugello. Se estiver pensando em 2013, acho até que a equipe faz bem. Porém, muitos interpretam isso como uma possibilidade real de demissão a Felipe Massa. Se o mexicano responder bem, bye bye Felipe. Se isso acontecer, será uma pena. Felipe mostrou nas últimas duas corridas que está novamente com a cabeça no lugar e que pode, sim, ser um bom companheiro para Alonso.

Quem espera que Felipe volte a ser o vencedor de 2006 a 2008 vai continuar quebrando a cara e praguejando contra ele, pois a realidade atual da Ferrari não permite isso, seja pela baixa qualidade do carro, seja pelo ambiente totalmente voltado a Fernando Alonso. Porém, é preciso que se diga que o brasileiro voltou a fazer corridas boas e está andando em alto nível, muito perto do companheiro, que é um piloto genial. Se for substituído, pouca gente conseguiria fazer melhor do que ele com este carro da Ferrari. Nem Perez.

AnálisesAutomobilismoCuriosidades| – 13:10

DE VOLTA AO TOPO (TAMBÉM)

Tudo bem, eu sei que essa Lotus não é aquela Lotus e tal. É um time meio esquizofrênico, que diz ser Lotus, é de propriedade de um grupo esquisito chamado Genii, tem raízes na Toleman e exibe em seu carro três estrelas pelos títulos de construtores da fábrica de Enstone (Benetton 1995, Renault 2005/2006). Mas o fato é que a equipe está inscrita como Lotus e, para todos os efeitos, é Lotus.

Então, sendo este time a Lotus, o GP do Bahrein hoje confirmou o renascimento do tradicional nome na Fórmula 1. Kimi Raikkonen foi segundo, Romain Grosjean terceiro, e foi a primeira vez em cerca de 24 anos que um piloto de um carro de nome Lotus subiu ao pódio. O último havia sido Nelson Piquet, terceiro no GP da Austrália de 1988. Além disso, a última vez que dois pilotos de uma equipe chamada Lotus haviam subido juntos ao pódio havia sido na Espanha, em 1979, quando Carlos Reutemann chegou em segundo e Mario Andretti, em terceiro, tal qual hoje em Sakhir. Curioso: nas duas situações, nenhuma das Lotus ostentava o preto e dourado que a atual equipe travestida diz se orgulhar. Em 1988, Piquet guiava o carro amarelo dos cigarros Camel. Em 1979, Reutemann e Andretti vestiam verde, o british green, com patrocínio da Martini.Uma bela máquina, aliás.

E foi por pouco que Kimi Raikkonen não venceu a corrida. Largou bem, saltando de 11º para 7º, mas se enrolou numa disputa com Nico Rosberg e acabou perdendo uma posição para Felipe Massa, numa bela ultrapassagem do brasileiro. Precisou remar para recuperar o posto e ali perdeu um tempo precioso. Kimi galgou mais posições, se deu bem por ter um jogo de pneus macios a mais que os demais e apareceu na segunda posição a partir da metade da prova. E, para surpresa geral, com o carro mais rápido de todos.

Calçado com pneus médios, pressionou o líder Vettel, que tinha macios desgastados, mas não conseguiu a ultrapassagem. Após o último pit stop, em igualdade pneumática de condições, não pôde mais exercer a mesma pressão. Ainda assim, chegou muito perto. Não tivesse perdido tempo atrás da Ferrari de Massa no começo da corrida, é provável que tivesse conseguido passar Vettel e a história seria diferente. Mas não foi.

Ainda assim, o resultado foi excepcional, principalmente pelo terceiro lugar de Romain Grosjean, o primeiro pódio AnálisesAutomobilismo| – 11:59

DE VOLTA AO TOPO

Campeonato legal demais este de 2012. Sebastian Vettel e a Red Bull fizeram um belíssimo trabalho hoje e venceram o GP do Bahrein. De quebra, ainda assumiram a liderança do campeonato, graças à inacreditável sequência de bobagens protagonizada pela McLaren nos pit stops de Lewis Hamilton.AnálisesAutomobilismo| 21 de abril de 2012 – 15:19

RAPIDINHAS DA CLASSIFICAÇÃO – GP DO BAHREIN

– A temporada de 2012 da Fórmula 1 está divertida demais, a ponto de qualquer prognóstico ser impossível. Quando todo mundo tem certeza que a Ferrari fez uma porcaria de carro e que vai se ferrar no campeonato, Fernando Alonso vai lá e ganha na Malásia. Quando a gente diz que a Mercedes come pneus demais e não tem chances, Rosberg vai lá e ganha na China. E quando a gente dá a Red Bull como carta fora do baralho, Sebastian Vettel vai lá e faz uma pole no Bahrein.

– A Red Bull foi bem demais em Sakhir e só não fez dobradinha na primeira fila porque Lewis Hamilton estragou a festa no último segundo, roubando de Mark Webber o segundo lugar no grid. Red Bull e McLaren brigando pela ponta, vai ser uma corrida divertida.

– Mas o que explica tanta variação, além da questão das diferenças de comportamento dos carros com os pneus, é a proximidade entre as equipes. Os seis primeiros do grid estão separados por menos de meio segundo, sendo que o sexto é Daniel Ricciardo, com uma pouco cotada Toro Rosso. Tá tudo embolado. Basta melhorar um ou dois décimos para alguém ganhar uma penca de posições. Na F1 2012, todo mundo tem direito a quinze minutos de fama.

– E um embolo assim gera situações curiosas. No Q1, dançou Michael Schumacher, com a 18ª posição. Porém, o tempo de volta dele não foi nenhuma absurdo: apenas 1s mais lento que o primeiro, Sergio Perez. Teria conseguido vaga fácil, mas errou na última volta rápida e se deu mal.

– Resumo: 18 carros separados por um segundo é sinal de que surpresas tendem a acontecer com recorrência. Como aconteceu: a eliminação prematura de uma Mercedes, sabidamente rápida em classificação, e a ida para o Q2 de uma Caterham, com Heikki Kovalainen. Vai ter festa lá até o sol raiar.

– No Q2, mais embolo. Tirando Kovalainen, todo mundo ficou no mesmo segundo. Nessas idas e vindas, quem se deu mal foi Kimi Raikkonen, que ficou em 11º e caiu fora da fase final da classificação. Fernando Alonso operou um milagre, fazendo o quinto tempo e passando para a fase seguinte. Felipe Massa fez o que dava com a Ferrari e ficou em 14º.

– Porém, não foi tão ruim assim. Ele ficou a 4 décimos de Alonso. A diferença grande de posições se deve ao fato de estar todo mundo embolado. Felipe vai largar numa posição ruim, é óbvio, mas se a Ferrari às vezes consegue coisa melhor (como a nona posição do grid de Alonso hoje) é porque o espanhol é capaz de fazer milagres, é um piloto de exceção. Não se iluda: no lugar de Felipe, pouca gente faria melhor do que ele hoje.

– A Williams não vai tão bem quanto nas três provas anteriores. Bruno Senna conseguiu apenas o 15º tempo, mas tem boas chances na prova amanhã. O desgaste de pneus será um fator chave e tanto ele quanto seu carro sabem cuidar bem dos compostos. Com uma boa estratégia, pode chegar nos pontos. Bruno colocou Maldonado no bolso de novo, ficando o venezuelano na 17ª posição. Porém, como trocou o câmbio, o feioso perdeu cinco lugares e vai sair em 22º.

– Previsão de vitória amanhã? Impossível. Dá pra apostar na dupla da Red Bull, na dupla da McLaren e também em Nico Rosberg. O alemão não classificou tão bem quanto na China, vai sair em quinto, mas se o carro responder bem aos pneus como em Xangai, pode dar o pulo do gato. Ross Brawn é gênio da estratégia, todos sabemos bem disso.

– Ponto negativo para Bernie Ecclestone e a palhaçada e “esconder” a Force India na transmissão. Temerosa depois do susto que levou na quinta-feira (mecânicos quase tomaram um coquetel molotov nas fuças), o time boicotou o segundo treino livre de sexta para voltar para o hotel ainda com luz do dia. Resultado: gancho da FOM, que não mostrou os carros na classificação hoje. E, pelo que diz a própria equipe, serão escondidos amanhã na corrida também.AutomobilismoNa Mídia| 19 de abril de 2012 – 13:54

OPINIÕES SOBRE O BAHREIN

O jornalista William Vinderfeltes, da Rádio Universidade de Santa Maria, gravou comigo um depoimento sobre a polêmica envolvendo a Fórmula 1 e a realização do GP do Bahrein. Em sua matéria, ele conversa também com Paulo Alexandre Teixeira, o famoso Speeder_76 do blogContinental Circus. Vale a pena escutar a reportagem.AnálisesAutomobilismo| 18 de abril de 2012 – 13:37

MELHOR QUE A ENCOMENDA

Pouca gente – para não dizer ninguém – imaginava um começo de campeonato tão bom para a Williams em 2012. O time britânico acertou a mão no carro, os motores Renault deram um belo upgrade no desempenho e seus pilotos estão respondendo muito bem.

Com 18 pontos no Mundial de Construtores (mais que o triplo de tudo o que somou em todo o ano de 2011), a Williams já está em sétimo na classificação, mas só não é a quinta ao lado da Mercedes por causa do acidente de Pastor Maldonado na última volta do GP da Austrália. Tivesse conduzido o carro “para casa” com tranquilidade, os oito pontos estariam garantidos.

Porém, a pancada do Pastor no muro não depõe contra seu campeonato. O venezuelano tem feito corridas com inteligência, é rápido nas classificações e tem se mostrado muito combativo durante as provas. Briga, ultrapassa, defende posição, é praticamente um showman. Pontuou apenas na China, mas faria um ponto na Malásia não tivesse tido um problema de motor a poucas voltas do fim. É um dos protagonistas do campeonato.

Assim como Bruno Senna. Olhado com desconfiança por causa do sobrenome e por duas oportunidades não aproveitadas na Fórmula 1, o brasileiro é outro que vem se saindo melhor que a encomenda. Apesar da corrida ruim na Austrália, foi brilhante em Sepang e fez bonito também em Xangai. Nas últimas duas provas, andou sempre à frente do companheiro de equipe, um piloto mais experiente e que batia Rubens Barrichello com regularidade no ano passado. Precisa melhorar seu posicionamento nas largadas, já que tocou ou foi tocado em todas as três corridas até aqui. Na China, teve a sorte de não ter tido o carro danificado, depois de encostar sua asa dianteira no pneu traseiro esquerdo da Ferrari de Felipe Massa. Porém, apesar dessa ressalva, faz um campeonato brilhante até aqui. Quem especulava no começo do ano que a Williams tinha a pior dupla de pilotos do campeonato deve estar com a língua bem dolorida hoje.

Frank Williams completou 70 anos anteontem e tem como presente o renascimento de sua equipe. Menor do que já foi um dia, mas muito maior do que era em 2011. O resgate da Williams é importante para a história da Fórmula 1 e um pódio nesta temporada seria o presente perfeito. Vitória só em alguma situação absurda, mas um pódio e uma classificação final entre as seis melhores equipes é um objetivo bastante factível, mesmo com pouco dinheiro para desenvolver o carro. E eu acho que vai acontecer.

– Como bem disse o Diogo Kotscho no Twitter, o Bahrein é mais livre que a própria Fórmula 1. Bando de palhaços.

A corrida de Vettel foi do jeitinho que ele (e todo piloto) gosta: partiu da pole, abriu uma boa vantagem no começo e tratou de ficar administrando. Porém, a vida do bicampeão não foi tão fácil quanto o resultado pode levar a imaginar, principalmente no terceiro quarto da corrida, quando sofreu uma forte pressão da Lotus de Kimi Raikkonen. O finlandês esteve muito perto de ultrapassar e coube a Vettel se utilizar da tranquilidade que só alguém que já é bicampeão do mundo tem. Com inteligência e sem afobação, manteve os traçados defensivos certos e não permitiu que a Lotus, que vinha bem mais rápida, pudesse consumar a ultrapassagem.

Foi uma vitória maiúscula, de quem tinha um bom carro, mas não tão superior assim. Foi nos detalhes (boa largada, consumo de pneus, bela defesa de posição) que Vettel virou a sorte a seu favor. O campeonato está aberto e divertido pra burro. Pela primeira vez na história, quatro líderes diferentes nas quatro primeiras etapas, segundo levantamento feito pelo Almanaque da F1. E, desde 1983, é a primeira vez que quatro pilotos de quatro equipes diferentes ganham as quatro primeiras corridas.

Até que alguém coloque o ovo de Colombo em pé, será assim, corrida a corrida. A McLaren foi melhor na Austrália e na Malásia, mas só conseguiu vencer a primeira. A Ferrari deu uma sorte danada na Malásia e levou. A Mercedes foi a melhor em Xangai e hoje foi o dia da Red Bull. Ainda não dá para saber quem vai andar na frente na Espanha daqui a três semanas, até porque vem muita novidade por aí. Haverá uma sessão de testes nesse intervalo e muitas equipes devem aparecer com evoluções de seus carros.

A Red Bull chega à Europa com a vantagem de estar na liderança, ainda que só tenha sido realmente competitiva em uma prova. E a McLaren, que poderia estar folgada na frente, vai ter que tirar o atraso. É o melhor início de campeonato dos últimos tempos.

francês na Fórmula 1 desde 1998, quando Jean Alesi foi também terceiro noBelgian Bowling F1 GP. Curioso: Grosjean é, na verdade, suíço, nascido em Genebra. Porém, como não há automobilismo na Suíça, corre como francês.

Saldo da história: um francês que não é francês sobe ao pódio com uma Lotus que não é Lotus numa corrida num país politicamente em frangalhos e que finge que está tudo bem. A F1 é, no fim das contas, uma grande farsa.AnálisesAutomobilismoColunas| 17 de abril de 2012 – 10:51

COLUNA DE HOJE – TEMPO DA DELICADEZA

Apesar do começo modorrento, o GP da China teve um final emocionante, com diversas trocas de posição do segundo ao 14º lugar. Boa parte deste equilíbrio, assim como a vitória de Nico Rosberg, pode ser atribuída aos pneus Pirelli. As equipes ainda não entenderam exatamente como os compostos de 2012 funcionam e os testes das sextas-feiras não têm sido suficientes para projetar com 100% de certeza qual a melhor estratégia de corrida. O resultado disso são alguns acertos e uns tantos erros, que acabam tornando as corridas imprevisíveis.

Quem mais acertou em Xangai, sem dúvidas, foi a Mercedes. Ross Brawn, sempre ele, montou a estratégia perfeita para Rosberg na corrida chinesa, aproveitando a pilotagem limpa do alemão para fazer apenas dois pit-stops, ainda assim sem exigir que ficasse tempo demais com um mesmo composto na pista. O vencedor da prova fez um primeiro stint de 13 voltas com pneus macios. O rendimento foi bom e, a partir desta amostra, foi possível projetar mais 21 voltas em ritmo competitivo com os compostos médios. O carro continuou respondendo bem e, a partir daí, ficou claro que não haveria um terceiro pit stop, já que Rosberg parou para colocar compostos médios novamente a apenas 22 voltas do fim

AnálisesAutomobilismo | 15 de abril de 2012 – 17:32

LIDERANÇA AGRIDOCE

Lewis Hamilton, sempre combativo, não ganhou nada ainda em 2012. Fez duas poles, mas não venceu e nem sequer conseguiu bater seu companheiro Jenson Button em condições normais de corrida. Porém, é o único a ter subido no pódio em todas as corridas, sempre em terceiro, e virou líder do campeonato. Pode isso, Arnaldo?

Pode, ué. Num campeonato equilibrado como o que está se desenhando, com alta divisão de vitórias (até aqui foram três ganhadores de três diferentes equipes), a regularidade acaba falando mais alto. E Hamilton, que até então nunca foi tido como um piloto cerebral, muito menos regular, surpreende ao correr com inteligência, visando marcar pontos. Está fazendo certo.

Será que Hamilton mudou? Não exatamente. Continua agressivo, como a briga com Sergio Perez e as ultrapassagens sobre Felipe Massa e Sebatian Vettel mostraram, mas já não corre mais os riscos desnecessários do passado. Porém, curiosamente, sem muita felicidade. Geralmente expansivo e alegre nos pódios, Hamilton está contido este ano. Não ganha, não está feliz, mas é líder. Um sentimento agridoce.

A presença de Button na equipe, se no ano passado desestabilizou Lewis, este ano parece estar ajudando no desenvolvimento de seu talento. Com um piloto tão completo ao lado, o campeão de 2008 precisou amadurecer para continuar competitivo. E está conseguindo. A disputa interna da McLaren é pra lá de interessante e pode se converter na briga pelo título da temporada, já que a equipe é a única que tem sido competitiva em todas as corridas. Assim, quem sabe, no fim do ano, Lewis possa finalmente sorrir.

.AnálisesAutomobilismo| – 16:56

TOURO CANSADO

possível renascimento da Red Bull na China não aconteceu. Pelo contrário, a equipe austríaca fez uma corrida ainda pior que na Austrália e na Malásia. Se antes a grande preocupação do time era a McLaren, em Xangai ficou claro que a Red Bull está atrás inclusive da Mercedes. De dominante absoluta a terceira força de um ano para o outro, 2012 não está sendo fácil, como cantaria a Kátia Cega.

Porém, é bom que se diga, os pilotos rubro-taurinos têm dado conta do recado. Tanto Mark Webber quanto Sebastian Vettel fizeram belas apresentações em Xangai, levando seus carros ao máximo possível: quarto para um, quinto para o outro. Na base da estratégia (fez um pit a menos), Vettel andou em segundo e chegou a sonhar com um pódio, mas ficou completamente sem borracha nas últimas voltas. Caiu para quinto, depois de tocar rodas com seu companheiro de equipe num dos duelos mais legais da corrida. Se o resultado não é bom, ao menos o show está garantido.

E a tônica da temporada será esta, a menos que Adrian Newey tire algum coelho da cartola para a fase europeia do campeonato. A Red Bull só deverá fazer novos pódios na base do erro dos adversários. Vitórias, então, só em circunstâncias excepcionais. O campeonato está bastante equilibrado e aberto, mas tem um brilho prateado

VITÓRIA DE ROSBERG É A 1ª DE UM ALEMÃO COM CARRO ALEMÃO

A vitória de Nico Rosberg hoje em Xangai foi significativa em vários aspectos, não só por ter sido seu debute no alto do pódio. Além de ter sido a primeira conquista da Mercedes na Fórmula 1 desde 1955, quando Juan Manuel Fangio ganhou na Itália, foi também primeira vez que um piloto da Alemanha venceu uma prova com um carro construído por uma fábrica local.

Ainda que tenha sido a 125ª vitória germânica na Fórmula 1, todas as anteriores aconteceram por equipes de outros países. Wolfgang Von Trips e Michael Schumacher ganharam pela italiana Ferrari. Jochen Mass, pela inglesa McLaren, Heinz-Harald Frentzen pelas igualmente britânicas Williams e Jordan, assim como Schumacher com a anglo-italiana Benetton. Ralf Schumacher ganhou com motores bávaros da BMW, mas a equipe era a Williams. E Sebastian Vettel dividiu suas vitórias entre a italiana Toro Rosso e a austríaca Red Bull.

Trata-se de um marco no automobilismo alemão, que domina a Fórmula 1 já há uma década com pilotos e motores locais. Agora, o domínio chegou entre as equipes.

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AnálisesAutomobilismo | – 6:43

PNEUS FORAM A CHAVE PARA A VITÓRIA

Nico Rosberg é alvo de muitas brincadeiras por seu jeito um tanto andrógino. Sua delicadeza e traços femininos renderam-lhe até um maldoso apelido de “Britney” entre seus colegas pilotos. Mas, ironicamente, foi justamente uma condução delicada que lhe garantiu hoje, em Xangai, sua primeira vitória na Fórmula 1.

Apesar da pole position, foi sim uma vitória surpreendente. A Mercedes destacou-se nas duas primeiras corridas do ano por ser um carro rápido, mas indócil com os pneus. Em poucas voltas, a borracha ia para o espaço, fazendo Rosberg e Schumacher se arrastarem pela pista. Imaginava-se que o mesmo aconteceria hoje no GP da China. Ledo engano.

Partindo da pole, Nico Rosberg disparou na frente e manteve um ritmo de corrida competitivo e estável. Enquanto seus principais rivais – leia-se a McLaren – apostaram em uma estratégia de três paradas para troca de pneus, incrivelmente o W03 papa-pneus aguentou apenas dois pit stops e foi dominante do início ao fim. E a dobradinha só não aconteceu por causa de um erro do famoso “homem do pirulito”, que liberou Michael Schumacher de seu primeiro pit stop antes que o pneu dianteiro direito fosse devidamente aparafusado. O mecânico responsável surtou, gesticulou, bateu as mãos no chão e de nada adiantou. Schumacher voltou para a pista apenas para abandonar algumas curvas depois. O que a Mercedes descobriu nestas duas semanas em que a Fórmula 1 voltou para a Europa, não se sabe. Mas a solução do problema crônico de desgaste de pneus coloca a equipe alemã entre as favoritas para as próximas corridas.

A única real ameaça a Nico Rosberg na corrida partiu de Jenson Button, que fez três paradas e chegou a assumir a liderança da corrida em um intervalo de pit stops. Porém, a McLaren fez bobagem em sua segunda parada, acabando com suas chances. Ainda assim, a minha aposta é que Nico venceria da mesma forma, talvez com apenas um pouco menos de facilidade.

Outros pilotos também arriscaram uma estratégia de apenas duas paradas, mas sem o mesmo sucesso. Kimi Raikkonen, com a Lotus, foi segundo colocado o tempo todo, mas ficou completamente sem pneus nas últimas voltas e despencou para 14º. Felipe Massa foi outro, apareceu bem mas acabou apenas em 13º. Porém, um adendo: chegou apenas cinco segundos atrás de Fernando Alonso, que parou três vezes e terminou em nono. A Ferrari é uma draga, não deu para fazer milagre, e é possível classificar a corrida de Felipe hoje como aceitável. Não foi um resultado satisfatório, longe disso, mas mostrou uma certa recuperação do piloto brasileiro. Não foi um fiasco como nas últimas provas.

A Red Bull apostou em uma estratégia para cada piloto. Webber parou três vezes e chegou em quarto, ultrapassando Vettel no finalzinho numa briga emocionante. Embora tenha perdido para o companheiro, o resultado do atual bicampeão não foi de todo ruim. Partiu mal, despencou de 11º para 14º, mas na base da estratégia chegou a aparecer em segundo no final da corrida. Porém, como Kimi, ficou sem borracha no fim e foi perdendo posições.

O GP da China foi uma corrida aborrecida no começo, mas com boas brigas no final. Porém, tudo devido aos pneus Pirelli e seu rendimento instável. Daqui a algumas provas, quando as equipes entenderem melhor o comportamento dos compostos, as surpresas e diferentes estratégias acabarão. O que é uma pena. Hoje a emoção da F1 é absolutamente dependente da ignorância das equipes com relação aos pneus. Quando tudo estiver dominado, o tédio tomará conta e dificilmente teremos resultados como estes das primeiras provas, com três diferentes vencedores de três equipes diferentes.

AnálisesAutomobilismo | 14 de abril de 2012 – 9:09

RAPIDINHAS DA CLASSIFICAÇÃO – GP DA CHINA

Perdi a hora e não vi o treino nessa madrugada. Mas ainda bem que existe o gravador digital pra salvar a gente das falhas do despertador. Acordei cedo e vi tudo agora.

– Belíssima pole de Nico Rosberg, fazendo valer o DRS revolucionário da Mercedes. Numa pista de longas retas como Xangai, o alemão sentou a bota e meteu uma luneta em todo mundo. Meio segundo de vantagem para o segundo colocado é muita coisa. Tão grande a vantagem que Nico inclusive abortou sua última tentativa de volta rápida. Não precisava.

– Com isso, a Mercedes chega à sua primeira pole em mais de 50 anos. Sim, a última delas havia sido de Juan Manuel Fangio, no GP da Itália de 1955. Muito tempo, outra era. Pela primeira vez, o retorno da Mercedes como equipe paga dividendos. Agora vamos ver na corrida.

– Foi um treino de efemérides. Além da primeira pole da carreira de Nico Rosberg, foi também a primeira vez de Michael Schumacher numa primeira fila desde seu retorno à Fórmula 1. A última vez que o alemão havia largado na primeira fila fora no GP do Japão de 2006, há mais de cinco anos, portanto.

– Como o W03 é bom de reta com DRS, mas péssimo no trato com os pneus, duvido muito que tenham o mesmo êxito na corrida. Como nela a asa móvel só pode ser utilizada em condições específicas (ultrapassagens), toda a vantagem de velocidade em reta da Mercedes se esvai. Assim, surge a McLaren como candidata à vitória. Jenson Button sai em quinto, Lewis Hamilton em sétimo, mas com boa expectativas para a corrida.

– A segunda fila do GP da China é divertida pra caramba. Em terceiro lugar, Kamui Kobayashi, o mito da Sauber. Ao seu lado, Kimi Raikkonen, da Lotus. Dois pilotos agressivos e capazes de tudo. Pode sair bobagem na largada, mas também pode sair coisa muito boa.

– Mark Webber foi a Red Bull mais bem classificada, em sexto. Sebastian Vettel, pasme, não chegou ao Q3 e vai sair apenas em 11º. Foi superado até pela Lotus de Romain Grosjean. O touro tá sem fôlego e o Tiãozinho sentiu o baque, tomando o terceiro toco do canguru em três corridas.

– Falando em toco, Ferrari em nono com Fernando Alonso e em 12º com Felipe Massa. Bom resultado como na Malásia? Só se chover de novo e olhe lá. Felipe melhorou na China, mas ainda está devendo. Precisa confirmar a reação na corrida.

– Sergio Perez, o fenômeno de Sepang, vai largar em oitavo. Foi obscurecido por seu companheiro de Kobayashi hoje, o que é até uma boa notícia. O carro da Sauber é bom e pode render outros grandes momentos como os da Malásia.

– A partir da sétima fila do grid, duplinhas das equipes, revelando claramente a relação de forças entre elas na temporada. Duas Williams, duas Force India, duas Toro Rosso, duas Caterham, duas Marussia e duas HRT.

– Na Williams, Maldonado conseguiu ficar à frente de Bruno Senna, mas por apenas seis milésimos de segundo. Praticamente um empate técnico. Para a corrida, acho que um deles chega nos pontos.

– Agora é colocar dois despertadores para não perder a hora esta madrugada. A prova começa às 4h da manhã e estarei aqui, firme e forte, dando pitacos no Twitter.


AnálisesAutomobilismoColunas| 10 de abril de 2012 – 13:08

COLUNA DE HOJE – PONTO DE RENASCIMENTO

O GP da China tem um papel importante na história da Red Bull. Foi lá, em 2009, que a equipe austríaca entrou para o grupo das grandes na F1, conquistando suas primeiras pole-position e vitória. De lá para cá, foram dois títulos mundiais de Pilotos, dois de Construtores, 38 pole-positions e 27 vitórias em 55 corridas, resultados que fizeram dela a maior vencedora da categoria neste período.

Porém, a temporada de 2012 começou mal para os rubrotaurinos. O carro não parece ter o mesmo fôlego de seu antecessor, a McLaren cresceu bastante e chega à China como favorita. Situação essa que expõe uma contradição interessante. Dominadora nos treinos com três poles nos últimos três GPs da China, a Red Bull conseguiu converter apenas a corrida de 2009 em vitória. Por outro lado, a McLaren nunca entrou como favorita, mas ganhou três das últimas quatro corridas em Xangai.

HÁ 40 ANOS: LOTUS CANTA TÍTULO DE EMERSON

Anteontem, o Flavio Gomes fez um post em seu blog sobre uma música feita em homenagem à vitória de Emerson Fittipaldi no GP do Brasil de 1973. Desconhecia essa pérola, bacana demais.

Mas aí, nos comentários, o leitor HM nos apresentou outra mais sensacional ainda, que eu também nunca tinha ouvido. No final da temporada de 1972, 18 mecânicos da equipe Lotus se reuniram para gravar um compacto com duas músicas. A principal, lado A do disco, chamava-se “The Champions”, uma homenagem à conquista daquela temporada, com Emerson Fittipaldi ao volante. Todos cantam em coro, como se estivessem em um pub com uma caneca de cerveja nas mãos. O clima é divertido e, por incrível que pareça, a música não é ruim.

Legal ainda as referências que a letra faz a Emerson, chamado de “ás” e “piloto destemido do Brasil”. Vamos ouvir?AnálisesAutomobilismoColunasHistória| 3 de abril de 2012 – 13:41

COLUNA DE HOJE – RETRATO SEM MAQUIAGEM

Todo mundo sabe que a F1, graças ao modus operandi de Bernie Ecclestone, representa como alegoria boa parte daquilo que se considera abjeto no mundo dos negócios. Lucratividade acima de tudo, formação de monopólio, falta de transparência e até cooperação com regimes e governos totalitários e/ou corruptos. Em resumo, a F1 é uma bosta.

O problema é que a gente gosta dessa bosta. E dói a alma ver que nada está sendo feito de prático para impedir a realização do GP do Bahrein, daqui a duas semanas. O país asiático, encravado no Golfo Pérsico, enfrenta uma convulsão social há mais de um ano. A corrida de 2011 foi cancelada, mas para 2012 a FOM e a FIA tentam vender um cenário de mar de tranquilidade. Não é, tanto que na última sexta um protestante foi assassinado enquanto pedia nas ruas o cancelamento da corrida.AutomobilismoCuriosidadesHumorVídeos| 1 de abril de 2012 – 22:26

NÃO É ASSIM QUE SE FAZ…

Meu amigo Willian Freitas, da velha turma do Downforce, mandou essa que aconteceu hoje, na etapa de Brands Hatch do BTCC. O irlandês Aron Smith bateu e ficou parado em posição perigosa. O Safety Car entrou na pista e lá foram os fiscais retirar o carro com o guincho mas… não é assim que se faz, caramba!